A importância das análises clínicas

Por: Maria Beatriz Tomaz

Farmacêutica, Especialista em Análises Clínicas e Genética Humana no grupo Beatriz Godinho Saúde

O.F. Cédula 12154

As análises clínicas são um importante meio complementar de diagnóstico e desempenham um papel central na prestação de cuidados de saúde, uma vez que permitem diagnosticar patologias ou doenças, de maior ou menor gravidade, contribuindo ainda para a sua prevenção e deteção precoce. Uma grande parte de decisões médicas é suportada pelos meios complementares de diagnóstico no qual se incluem, com grande relevância, as análises clínicas.

 

Tipos de Análises Clínicas

Atualmente, existem muitos testes de análises clínicas disponíveis. Estão disponíveis análises mais comuns, as análises consideradas de rotina, como também análises mais específicas para situações menos frequentes, em que há necessidade de fazer um despiste ou controlo. Dependendo do tipo de informação pretendida pode-se, através da recolha de materiais biológicos (urina, sangue, fezes, saliva ou outros tecidos), fazer vários doseamentos e/ou pesquisas. Para determinadas fases da vida, há análises mais adequadas e que devem ser realizadas.

 

Uma área que nos últimos anos tem sofrido uma grande evolução tecnológica é a genética, uma evolução que permitiu a possibilidade de uma medicina preditiva ou pré-sintomática e personalizada. Os testes genéticos podem ajudar a identificar se há uma alteração num determinado gene ou cromossoma. Há várias situações nas quais se podem fazer estes testes, por exemplo: por suspeita de uma possível doença genética,  para confirmação de diagnóstico,  no caso de existir uma doença genética na família, etc. Uma situação concreta é, por exemplo, durante uma gravidez podem-se fazer testes pré-natais não invasivos para a determinação do risco fetal para as trissomias e/ou avaliação de sequências dos cromossomas X e Y, fornecendo informação sobre o sexo do feto e a aneuploidia do cromossoma sexual.

 

Com que frequência devem ser realizadas

A periodicidade varia de acordo com o estado de saúde, a idade, as necessidades de cada pessoa, historial clínico e familiar. As análises deverão ser realizadas de acordo com as necessidades de avaliação, definidas pelo médico assistente.  Em pessoas saudáveis, o ideal é fazer análises consideradas de rotina, pelo menos, uma vez por ano ou de acordo com as recomendações do médico assistente.

 

Cuidados a ter

Dependendo das análises que se vão realizar, os cuidados podem ser diferentes. Pode haver ou não necessidade de jejum. Há análises que não devem ser feitas no dia em que se fazem determinados exames médicos (por exemplo, determinadas ecografias, contrastes…) e, outras, em que a medicação pode interferir. O ideal é informar-se junto do nosso laboratório, ou nos nossos postos de colheita, qual a preparação necessária para as análises que tem de efetuar. A fase da colheita, que no laboratório designamos como fase pré-analítica, é uma fase muito importante e crucial para obtermos o resultado correto. Se não houver uma adequada preparação e colheita, toda a fase analítica poderá ficar comprometida.

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