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Infecção Urinária - Info Saúde

Trata-se de uma infeção localizada no aparelho urinário que pode afetar a uretra (canal que permite a passagem da urina desde a bexiga até ao exterior)...

 

» O que é?

Trata-se de uma infeção localizada no aparelho urinário que pode afetar a uretra (canal que permite a passagem da urina desde a bexiga até ao exterior), a bexiga, os uretéres (canais que ligam os rins à bexiga) ou os rins.

 

Dependendo do local infetado, a infeção urinária pode receber um nome específico. Assim, se o local  for:

  • a uretra, falamos de uretrite;
  • a bexiga, falamos de cistite;
  • os uretéres, falamos de ureterite;
  • os rins, falamos de pielonefrite.

Na maioria das vezes, a infeção urinária ocorre na bexiga (cistite) através da entrada de bactérias, a partir da uretra, que passam depois para a bexiga.

 

A infeção urinária é mais frequente nas mulheres, essencialmente por dois motivos:

  • a uretra feminina é mais curta do que a dos homens, por isso as bactérias chegam mais facilmente à bexiga;
  • a uretra feminina está localizada mais perto do ânus, ao contrário do que acontece nos homens sendo mais fácil,na mulher, as bactérias do ânus (na maior parte dos casos, a bactéria Escherichia coli, mais conhecida por colibacilo) passarem para a uretra, infetando-a.

Cerca de 50% das mulheres têm, pelo menos, um episódio de infeção urinária durante toda a sua vida, e uma larga percentagem tem infeções repetidas.

 

Os fatores de risco para infeção urinária na mulher são:

  • diabetes ;
  • gravidez;
  • pessoas algaliadas;
  • vida sexual ativa (as relações sexuais facilitam a entrada das bactérias do exterior para a uretra) - no entanto a infeção urinária não é uma doença sexualmente transmissível;
  • menopausa;
  • problemas de esvaziamento da bexiga (ficar muito tempo sem urinar);
  • desidratação;
  • cirurgias do aparelho urinário;
  • litíase renal (“pedras” nos rins);
  • imunidade diminuída.

 

» Quais os sintomas?

A infeção urinária mais frequente é a cistite (infeção da bexiga) que se manifesta normalmente com os seguintes sintomas e sinais:

  • dor ou ardor ao urinar;
  • ir mais vezes à casa de banho do que o habitual;
  • ter vontade de urinar mas não conseguir;
  • pequenas perdas de urina;
  • vontade urgente de urinar, por vezes pouco tempo depois de ter urinado;
  • sensação de não ter esvaziado completamente a bexiga depois de ter urinado;
  • urina turva, com mau cheiro ou com sangue;
  • dor na parte mais baixa da barriga.

No caso de se tratar de uma pielonefrite (infeção dos rins), poderão aparecer, para além dos sintomas e sinais atrás descritos, outros sintomas e sinais que merecem maior atenção médica, designadamente:

  • febre alta (39º-40º C);
  • arrepios;
  • dor na região lombar;
  • náuseas e vómitos;
  • No caso de suspeita de pielonefrite deve contactar, com urgência, um médico.

 

Nas crianças pequenas, principalmente de idade inferior a um ano manifesta-se com outros sintomas, tais com vómitos, irritabilidade e prostração.

 

» Como se diagnostica?

Habitualmente, o diagnóstico de uma infeção urinária simples (cistite) é feito pelas queixas do doente e confirma-se, quando considerado necessário, com uma análise à urina.

 

Noutras situações mais complicadas, como é o caso da pielonefrite, o médico poderá considerar necessários outros exames de diagnóstico, como, por exemplo, ecografia renal, radiografia, entre outros.

 

» Como se trata?

Para o tratamento da infeção urinária poderá ser necessário fazer antibiótico, que será decidido pelo médico consoante a história e os sintomas do doente. O doente deverá cumprir rigorosamente o tratamento até ao fim para evitar o risco de aparecimento de bactérias resistentes.

 

Para evitar novas infeções deverá ter alguns cuidados, designadamente:

  • beber água em abundância;
  • ir à casa de banho sempre que sentir necessidade (não deve reter a urina);
  • quando for à casa de banho, deve limpar a área genital e do ânus de frente para trás, para evitar que as bactérias do ânus passem para a vagina;
  • urinar após as relações sexuais;
  • evitar a utilização de espermicidas e diafragmas, subsituindo-os por um método alternativo, como a pílula, o dispositivo intrauterino ou outro.
  • Deverá consultar o médico se tiver febre alta, quando há agravamento das queixas apesar do tratamento, ou se se tratar de uma grávida, um diabético ou um doente renal.

 

As complicações podem ser pielonefrite, insuficiência renal ou infeção generalizada. Não são frequentes, mas podem ser graves, e têm maior probabilidade de ocorrer em pessoas com outros problemas de saúde, em grávidas e em crianças em fase de amamentação (lactentes).

 

Fonte: Portal a Saúde/ Portal do Utente